Saiu na imprensa

Artigo no site Página 12: Aliança histórica para reconstruir o Brasil

Nas eleições de 2022, precisamos derrotar o atraso capitaneado pelo bolsonarismo, que transformou o Brasil num poço de miséria
Foto: Ricardo Stuckert

Por Paulo Rocha publicado no site argentino Página 12 em 5.5.2022

 

Texto traduzido:

Um sopro de esperança vem de São Paulo e, tenho certeza, vai ganhar força em todo o país: a definição da chapa Lula e Alckmin para disputar a Presidência da República representa um acordo histórico de forças políticas dispostas a colocar as divergências de lado para lutar juntas em defesa da democracia.

Nas eleições de 2022, precisamos derrotar o atraso capitaneado pelo bolsonarismo, que transformou o Brasil num poço de miséria, inflação crescente e desigualdade desumana. Queremos superar de vez a crise que estamos vivendo há seis anos, desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016.

O PT reitera seu compromisso com a luta por justiça social, num país que secularmente relegou a maioria do seu povo à miséria e à ignorância, à fome e à pobreza.

Todos ouviram as promessas dos golpistas: era só tirar a Dilma para a vida do povo melhorar. Mas a realidade é outra. Agora, temos de volta a inflação em níveis alarmantes.

Vamos lembrar como era a realidade brasileira no período do PT. Com Lula, a inflação foi de 3,14% em 2006. Agora, o acumulado nos últimos 12 meses já supera os 12%. O índice de abril bateu 1,73%, a maior variação para um mês de abril em 27 anos!

Os números são assombrosos e mostram como a política econômica criminosa do atual governo mergulhou o país no atraso.

E os preços dos combustíveis? Em 2003, primeiro ano de Lula, o litro da gasolina custava R$ 2,21. Em 2014, com Dilma, R$ 2,98. Agora, o preço médio é de R$ 6,81. O presidente da República conseguiu produzir o maior aumento do diesel e da gasolina em 20 anos. Apenas em 2022, foram 7 reajustes. Em 2021, o preço do diesel subiu 64,7% e o da gasolina, 68,6%.

E o desemprego? A vida piorou muito para a classe trabalhadora. O Brasil hoje é o vice-campeão do desemprego entre os países do G-20. Entre 102 países, o Brasil tem o 9º maior desemprego e deve fechar 2022 com 13,7%, de acordo com o FMI, bem maior do que a média global de 7,7%.

Segundo o IBGE, temos 12 milhões de desempregados, sendo 4,7 milhões há mais de dois anos. O cenário é pior nas classes D e E, que representam 81% desse total.

Em 2014, com Dilma, o país fechou o ano com a menor taxa de desemprego já registrada na história: 4,8%. Desde 2016, ano do o golpe, o desemprego permanece acima dos dois dígitos. A situação piorou a partir da “reforma trabalhista”, de 2017.

Com o PT no governo, a vida do povo melhorou, o país saiu do Mapa da Fome da ONU, 30 milhões deixaram a miséria, o fantasma da dívida externa foi transformado em reservas de 370 bilhões de dólares, nos tornamos a 6ª maior economia do mundo, fomos protagonistas no cenário global.

A partir do golpe e da ascensão do negacionista e entreguista, tudo piorou. A fome voltou, a renda caiu, a inflação explodiu, desabamos para a 12ª economia do mundo e nos tornamos pária internacional.

Lula é o único que reúne as qualidades de um estadista essenciais para resgatar a esperança, garantir dignidade e oportunidade para os trabalhadores e trabalhadoras, reduzir a chaga da desigualdade e assegurar um futuro melhor para as gerações futuras.

Os setores progressistas da economia – a indústria, o comércio, os banqueiros – confiam em Lula e em sua capacidade de resgatar o país da recessão.

Não à toa, Lula está na capa da revista Times. O mundo o reconhece como um líder capaz de conduzir o Brasil com a autoridade e o conhecimento de quem já fez tanto, e com a vontade e a determinação de quem pode fazer ainda mais e melhor.

Texto original em espanhol em: https://www.pagina12.com.ar/419793-alianza-historica-para-reconstruir-brasil