Não mexam em direitos

Paulo Rocha: taxem banqueiros ao invés dos trabalhadores

Petista diz que é preciso buscar saída para o crescimento econômico e para a geração de emprego, mas não é em cima da retirada de direitos
Foto: Alessandro Dantas

Às vésperas da votação em primeiro turno da reforma da Previdência no Senado, o senador Paulo Rocha (PT-PA) cobrou bom senso dos parlamentares para garantir a sustentabilidade da Previdência Social e o equilíbrio das contas públicas. Ele acredita ser necessário uma discussão mais aprofundada sobre o tema ao invés da pressa adota pelo Congresso para aprovar a proposta.

“Faremos um bom combate para chamar a atenção da nossa sociedade e sensibilizar os nossos senadores democratas a repensarem. É preciso buscar saída para o desenvolvimento do nosso País, o crescimento econômico e a geração de emprego, mas não é em cima da retirada de direitos”, disse o senador em discurso ao plenário nesta segunda-feira (23).

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6, mais conhecida como reforma da Previdência, está prevista para ser votada no plenário do Senado a partir desta quarta-feira (25). Entre as mudanças que partidos da oposição propõem, está a retirada da carência obrigatória de 20 anos para os novos segurados se aposentarem e a mudança do cálculo da pensão por morte, o que reduziria os valores de futuros benefícios.

“Se querem resolver o problema do déficit público, busquem em outro lugar, mas não na mão do pobre, do trabalhador. É só taxar os banqueiros, as grandes fortunas, que ele encontra o dinheiro suficiente para resolver o problema do déficit público, mas não em cima dos trabalhadores”, disse o senador.