Pela 18ª vez seguida, economistas reduzem previsão de crescimento

Pela 18ª vez seguida, analistas do mercado financeiro reduziram a previsão de crescimento da economia do país em 2019, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta semana.

Os dados são do boletim conhecido como “Focus”. De acordo com o relatório, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto este ano caiu de uma alta de 0,87% para 0,85%.

Analistas já afirmam que o país pode estar perto de uma depressão econômica. Essa fase ocorre quando a produção começa a cair, gerando queda dos lucros, perda do poder aquisitivo da população e o desemprego.

O número de desempregados já aumentou. Atualmente, está em 12,3% no Brasil, de acordo com informações do IBGE. Esse percentual significa que mais de 13 milhões de pessoas estão sem emprego.

A força de trabalho subutilizada no País também cresceu, em junho, e atingiu recorde na série histórica, iniciada em 2012. Ao todo, quase 26 milhões de pessoas no país estão nessa condição.

Deputados e senadores governistas apostam na aprovação de propostas como a reforma da Previdência para a retomada da economia. Já os parlamentares da oposição ao governo Bolsonaro afirmam que essas mudanças nos direitos dos trabalhadores só vão piorar a situação.

Para o senador Paulo Rocha, do PT do Pará, o governo acaba reduzindo despesas que beneficiam os mais pobres para tirar o país da estagnação.

“Como o país não cresce, não arrecada, o governo reduz despesas, mas adivinha de onde? Das políticas sociais, e não se fala e nem se cogita em tributar os mais ricos. Sai tudo do bolso do pobre. Esses dados tendem a piorar ainda mais, caso medidas propostas pelo governo, como a reforma da Previdência, venham a ser aprovadas. Isso porque essa reforma só tende a diminuir o poder de compra dos beneficiários da Previdência, ou seja, dos mais pobres”.