Tecnologia

Senadores acompanham desenvolvimento da arbolina

Foto: Antônio Jacinto Índio

Os senadores Paulo Rocha (PT-PA) e Irajá (PSD-TO) visitaram nesta segunda-feira, 26 de abril, os campos de pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e as plantações de algodão do instituto Phytus nos arredores de Brasília para conhecer a tecnologia da arbolina, biofertilizante nanotecnológico, juntamente com os professores da UnB, detentores da pesquisa, Marcelo Rodrigues e Brenno Amaro.

Uma tecnologia inspirada na natureza, em escala infinitamente pequena, mas com potencial de revolucionar a agroindústria brasileira e até mundial. Desenvolvido no Instituto de Química (IQ) da UnB por pesquisadores, o produto é inovador em todos os seus aspectos, pois é puro, atóxico, não bioacumulável e luminescente, sendo capaz de enriquecer alimentos com micro e macro nutrientes e aumentar as produções de diversas culturas, em testes feitos com tomate e alface, por exemplo, houve ganho de cerca de 20% na produtividade. A arbolina está presente na linha de produtos Arbolin da Krilltech, que apresenta soluções inovadoras com efeito biofertilizante e bioestimulante.

Com produtividade alta, nada de resíduos e consumo mínimo de água e energia. Essas são algumas características da nanopartícula desenvolvida por doutores e professores do Instituto de Química (IQ) da UnB, que promete ser uma revolução no mundo dos biofertilizantes.

O senador Paulo Rocha, disse que irá fazer todos esforços necessário para que essa tecnologia chegue o mais breve para as plantações dos pequenos agricultores paraenses. “Este é o momento de buscar solucionar crises, esta pesquisa pode proteger os milhões de trabalhadores rurais afetados pela grave crise que se aproxima devido a pandemia. E podemos voltar a construímos uma importante rede de proteção social da nossa agricultura.

Segundo o pesquisador Marcelo Rodrigues, tudo surgiu em 2012, quando a equipe do IQ trabalhava com nanotecnologia aplicada à farmácia: “Com o know–how que adquirimos, em 2016, já percebia que existia um potencial muito grande do protótipo que estávamos criando será realmente um produto diferenciado no mercado”. Foi em contato com o pesquisador da Embrapa Hortaliças Juscimar da Silva que aproveitaram a expertise e uniram forças para aplicar o conhecimento em nanopartícula na agricultura, utilizando essa mesma abordagem.

Para o professor Brenno, quando foram desenvolver o produto, escolheram uma proteína-alvo dentro do programa de biometabolismo, trabalhando na parte de funcionalização de superfícies, grupos funcionais de superfícies, o que é exatamente o diferencial. “Ao fazer os testes na Embrapa, vimos que tínhamos alcançado resultados satisfatórios e realmente inovadores”, detalhou.

Sustentabilidade

Por se tratar de uma nanopartícula que funciona como hormônio vegetal, a arbolina mimetiza hormônios naturalmente encontrados na natureza. “A maior parte dela, cerca de 70%, é formada de carbono orgânico, sendo a sua base carbono, oxigênio e nitrogênio; sendo voltada principalmente para aplicação na agricultura por meio de pulverizações foliares em hortaliças, soja, trigo, milho, algodão, feijão e em qualquer outra espécie cultivada. Assim, ela consegue interagir com a proteína-alvo, sem necessidade de uma quantidade grande de produto. Basta uma pequena porção para ativar toda a fisiologia da planta”, explicou o pesquisador Marcelo Rodrigues.