Governo não pode acirrar a crise política, avalia Paulo Rocha

O Senado adiou a votação de duas Medidas Provisórias importantes para o governo de Jair Bolsonaro. Se as matérias não forem analisadas até segunda-feira, dia 3 de junho, ambas perderão a validade.

Medidas Provisórias passam a valer como leis no Brasil a partir do momento que são editadas. No entanto, elas têm um prazo de até 120 dias para serem apreciadas pelo Congresso Nacional.

Ambas as propostas são polêmicas. A MP 867 altera o Código Florestal em vigor. Segundo ambientalistas, essa proposta vai impedir a recuperação de áreas já desmatadas e anistiar fazendeiros.

A MP 867 já é um caso perdido. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já avisou que não colocará essa matéria para votação após acordo com líderes dos partidos da Casa. O governo deverá enviar uma nova proposta para o Congresso com o mesmo teor.

Já a MP 871, que, entre outros, dificulta o acesso a benefícios do INSS, está na pauta do Senado para segunda-feira. Se não houver quórum suficiente para votação da matéria, as regras dessa proposta deixam de valer no Brasil.

A tensão entre o governo federal e o Congresso tem aumentado nas últimas semanas, especialmente após a divulgação de dados sobre a piora dos índices econômicos no país, como o aumento do desemprego.

Para o senador Paulo Rocha, do PT do Pará, a crise no país vem sendo agravada pela postura do próprio governo.

De Brasília, Carlos Mota