“Governo precisa manter Minha Casa Minha Vida”, afirma Paulo Rocha

O programa Minha Casa Minha Vida será reformulado, de acordo com o secretário de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, Celso Matsuda. Segundo o secretário, a reformulação dará andamento às obras inacabadas, que hoje passam de 50 mil.

“Nós estamos desenvolvendo um trabalho com o Ministério da Economia e a Caixa Econômica Federal, tentando encontrar alternativas e novas fontes de investimento nessa área e novas modelagens e produtos, que serão entregues para atender principalmente nessa faixa. Esse é o nosso foco principal e que pretendemos, assim, anunciar prevista para o começo de julho”.

O anúncio foi feito pelo secretário durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

O Minha Casa Minha Vida já garantiu a construção de mais de quatro milhões de unidades habitacionais desde que foi lançado, há dez anos.

Porém, ao todo, o orçamento do programa foi reduzido drasticamente desde o impeachment de Dilma Roussef. Enquanto em 2015 o orçamento do Minha Casa Minha Vida foi de R$ 24,5 bilhões, atualmente, apenas R$ 4 bilhões são destinados para essa iniciativa.

Presente na audiência com o secretário de Habitação, o senador Paulo Rocha, do PT do Pará, disse esperar que o governo tenha interesse de manter a continuidade do Minha Casa Minha Vida, que garante moradia atualmente a 15 milhões de pessoas.

“Torço pela continuidade do programa. O programa é muito importante não só por levar casa própria e dignidade aos cidadãos, mas também pela capacidade de geração de empregos e pelo impacto que tem esse tipo de política pública na economia local. Espero que a continuidade do programa seja a vontade do governo, não a vontade da Secretaria”.

Estima-se que 9,5 milhões de empregos (diretos e indiretos) foram gerados pelo Minha Casa Minha Vida. Além disso, a arrecadação gerada pelo programa no período foi de R$ 90,9 bilhões em impostos.