Atos contra o governo se multiplicam pelo país

Ao menos três grandes mobilizações agitaram Brasília e o Brasil, nesta semana. Os manifestantes protestaram contra a política educacional do governo Jair Bolsonaro, além de pedidos por mais atenção às mulheres no campo e mulheres indígenas.

O primeiro evento começou ainda na semana passada, no dia 9 de agosto, com a Marcha das Mulheres Indígenas. Ao todo, cerca de 1.500 pessoas participaram dos atos que reivindicavam melhorias em áreas como educação e saúde.

No dia 13 de agosto, começou a 6ª Marcha das Margaridas, que acontece de quatro em quatro anos. Ao todo, cem mil mulheres camponesas de todo país participaram do ato que teve, entre os seus objetivos, a luta pelo respeito aos direitos das trabalhadoras rurais.

Também no dia 13 de agosto, centrais sindicais e o movimento estudantil realizaram manifestações em defesa da educação pública. Segundo a União Nacional dos Estudantes, a UNE, houve atos em 204 cidades com a participação de cerca de 900 mil pessoas.

Integrantes da Marcha das Margaridas e da Marcha das Mulheres Indígenas se uniram aos atos em defesa da educação. Para o senador Paulo Rocha, do PT do Pará, os grandes atos contra o governo devem se multiplicar nos próximos meses. O petista convocou o Congresso a apoiar os gritos das ruas.

Novas manifestações devem ocorrer nas próximas semanas devido à proposta de reforma da Previdência que está sendo analisada pelo Senado. Caso a matéria seja aprovada sem alterações, o texto seguirá direto para a Presidência da República.