UGT

Trabalhadores repudiam ataque à prevenção de acidentes

Foto: Eliete Ramos

A redução de 90% das Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho vigentes no país, conforme declaração do presidente Jair Bolsonaro, foi repudiada pelas lideranças políticas no ato de abertura do IV Congresso Estadual do UGT Pará, que aconteceu na manhã deste sábado, 18, na sede da Federação dos Trabalhadores no Comércio. O senador Paulo Rocha (PT-PA), presente à mesa de abertura do evento, convocou as lideranças sindicais a unirem suas categorias a outras e lutar juntos como classe trabalhadora para derrubar a proposta de reforma da previdência e os cortes no orçamento da educação, bem como barrar as reformas e cortes nas políticas que beneficiam os que mais precisam. Por isso novamente os trabalhadores estão sendo chamados a reagir contra as políticas do governo federal.

Temos que nos unir e lutar contra a destruição de um estado social construído com muita mobilização, paralisações e greves que custaram o trabalho de décadas do movimento sindical e dos trabalhadores brasileiros. Paulo Rocha chama todos e todas à participação nas mobilizações do dia 30/5, atos de rua, e 14/6, greve geral. A abertura do congresso da UGT foi uma verdadeira plenária da Frente contra a Reforma da Previdência, estando presentes a CUT PA, Força Sindical, CSP Conlutas, CTB e Intersindical

Paulo Rocha orientou os participantes a pressionar os deputados e senadores da bancada do Pará a votarem contra a reforma da previdência, pois prejudica o povo brasileiro como um todo, desde a juventude até as pessoas que já se encontram aposentadas. Disse ainda que os cortes na educação tem claro objetivo de impedir que os filhos de trabalhadores tenham acesso ao conhecimento, oportunidade para ascender na vida profissional e social, tendo condições de uma vida digna e que a reforma da previdência visa entregar a aposentadoria dos brasileiros aos banqueiros, atendendo interesses dos EUA, que está sendo beneficiado pelo governo Bolsonaro em detrimento dos direitos dos trabalhadores. Rocha lembra que a mobilização popular foi a responsável pela conquista do direito a escolha dos governantes do Brasil.

Antes da luta pelas eleições diretas, 1983-1984, os brasileiros não tinham o direito ao voto. Por isso agora é o momento de união dos trabalhadores e trabalhadoras numa grande campanha contra a política de desmonte do Brasil e retirada de direitos, promovida por quem deveria propor e implementar políticas de bem estar do povo brasileiro com a ampliação de direitos e dignidade. “O governo Bolsonaro propõe retrocessos inadmissíveis”. No caso da previdência, é um grande golpe nas aposentadorias, no povo brasileiro, penalizando muito as mulheres, os rurais, as viúvas, os portadores de síndromes, os professores, os trabalhadores no setor elétrico, os aposentados que continuam trabalhando, os jovens, etc. Depois da exposição do senador Paulo Rocha, Pedro Tupinambá, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 8ª região, discursou sobre os ataques de Bolsonaro à Justiça do Trabalho e aos estado democrático de direito.