Castanhal

Previdência: Governo Bolsonaro tem raiva de pobre

Foto: Eliete Ramos

A PEC 06/19, que trata da proposta de reforma da previdência, foi tema de debate na tarde desta sexta-feira, 17, na Câmara dos Vereadores de Castanhal, iniciativa da Frente contra a Reforma da Previdência, tendo à frente centrais sindicais, partidos de oposição e movimentos sociais. O senador Paulo Rocha (PT), a ex-governadora Ana Júlia (PCdoB), Sandra Batista, da União Brasileira de Mulheres (UBM), o vereador de Castanhal pelo PT, Márcio Costa, Euci Ana, presidente da CUT PA, Fátima Lobo, do DCE da UFPA, Fernando Santiago, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Silvino Barista, do diretório municipal do PSOL de Castanhal, entre outras lideranças, realizaram o seminário sobre a reforma da previdência.

Todos os palestrantes foram enfáticos ao dizer que a proposta do governo Bolsonaro é de um governo que tem raiva da classe pobre do país. Foi dito que Bolsonaro é um idiota útil, mas útil aos banqueiros e ao EUA, que estão ávidos pelas riquezas do Brasil. Os presentes tiveram a oportunidade de saber que a proposta de capitalização significa isentar o empresariado da contribuição para a previdência e repassar aos bancos privados a capitalização e o controle da contribuição dos trabalhadores, o que foi prejudicial aos aposentados do Chile, onde 77% dos aposentados recebem o equivalente a 400 reais.

Essa proposta de reforma não acaba com privilégios, pois o montante que seria economizado seria retirado de pobres. Esse governo não tem interesse em mexer em privilegiados, uma vez que perdoa dívida de 17 bilhões de reais de ruralistas e deixa de cobrar grandes empresas devedoras da previdência. Na verdade a previdência sofre com perda de arrecadação de mais de 110 bilhões de reais (13,3%), no período de 2015 a 2018, devido ao crescente desemprego. Diante desse quadro, os palestrantes questionam, o que afinal o governo Bolsonaro está fazendo para gerar emprego e renda, para tirar mais de 13 milhões de desempregados? Foi dito também que as mulheres serão as mais prejudicadas.

As mulheres trabalham em média 21 horas semanais a mais que os homens. Os presentes se comprometeram em ir às ruas em um movimento crescente que resultará na greve geral de 14 de junho. Foi divulgada mobilização de estudantes, professores e centrais sindicais para 30 de maio contra a reforma da previdência, contra o corte na educação e por Lula livre. Em relação aos cortes recentes nas universidades federais, institutos federais e escolas, foi divulgado que 50% dos estudantes das universidades federais são negros e pardos, por isso os cortes, para impedir que os filhos de pobres tenham acesso a oportunidades de uma vida melhor, via obtenção de conhecimento.