Paulo Rocha

“É crime Bolsonaro oferecer Amazônia a estrangeiros”

Para Paulo Rocha, signos e símbolos que constituem a Amazônia estão sob forte ataque do projeto de desnacionalização conduzido pelo militar reformado
Foto: Alessandro Dantas

Jair Bolsonaro já repetiu diversas vezes que a Amazônia não é dos brasileiros. Na mesma linha, o ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque, afirmou no Canadá que estuda autorizar a atividade de mineração em terras indígenas. Para o senador Paulo Rocha (PT-PA), esse tipo de discurso entreguista do patrimônio nacional ao capital estrangeiro é crime de lesa-pátria.

“O presidente viaja pelo exterior dizendo: ‘Está aí a Amazônia. A Amazônia não é dos brasileiros’. Isso é um crime de lesa-pátria! Os signos, os símbolos que constituem esse bioma, assim como o seu povo, a sua história e sua identidade, encontram-se sob um forte e intenso ataque do projeto de desconstrução e desnacionalização conduzido pelo próprio presidente da República”, denunciou Paulo Rocha em discurso, nesta terça-feira (2).

O petista afirma que a sucessão de ataques à Amazônia visa ao controle e à posse do território para fins acumulativos privados internacionais, com a abertura de exploração, sobretudo, das riquezas minerais, inclusive propondo nas riquezas minerais das terras indígenas.

“Nós, parlamentares da Amazônia, vamos formar aqui uma frente para resistir a esse tipo de ataque de cobiça que está sendo oferecido geralmente por essa visão que está posta aí entregue à sanha dos interesses internacionais”, disse.

Soluções

Para Paulo Rocha, o governo federal deveria se preocupar em solucionar problemas que ainda existem na região e geram conflitos armados, como é o caso da disputa por terras.

Ele lembrou que há soluções de desenvolvimento para a região, como é o caso bem-sucedido do sistema agroflorestal. Nesse modelo de produção, se estimula a plantação diversificada na mesma área, evitando a queima da floresta e permitindo a conservação do solo, com o cultivo de espécies arbóreas, frutíferas, madeireiras e ainda a produção de animais.

“Que a gente tenha governos que protejam as nossas riquezas e que nos deem condições de, a partir dessa riqueza, da exploração da nossa riqueza, levar bem-estar para os nossos povos da Amazônia. A Amazônia possui toda essa riqueza, mas, pasmem, é no Pará que tem o menor IDH do Brasil, na Ilha do Marajó”, criticou o senador.