Reforma para excluir

Paulo Rocha critica “desespero” para alterar Previdência

Parlamentar cobra responsabilidade ao Senado e paciência no debate, sob a pena de impedir a aposentadoria de boa parte dos trabalhadores
Foto: Alessandro Dantas

O Senado precisa analisar sem pressa as mudanças aprovadas pelos deputados nas regras previdenciárias. É o que acredita o senador Paulo Rocha (PT-PA), para quem a proposta está sendo conduzida como um “rolo compressor” pelo governo.

“O governo, insensível aos interesses dos mais pobres e dos trabalhadores, quer passar o rolo compressor e quer aprovar sem aprofundar o debate. Um desespero. Um tema dessa magnitude deveria ser objeto de grande discussão, chamando todos os setores da sociedade para ajudar nossos senadores a conceber uma previdência capaz de atender aos interesses de todos, como aconteceu na Câmara”, disse o senador, nesta terça-feira (27), durante pronunciamento ao plenário.

“Mas a elite, representada aqui pelo Governo, como de costume, concentrou todas as etapas de reflexão em uma única semana, sem garantir o tempo e o debate necessários e democráticos. Se assim for, com essa pressa, será um absurdo”, acrescentou.

O parlamentar acredita que o Senado Federal cumprirá o papel de proteção à população mais humilde e o papel que a Constituição lhe confere: de ser uma casa revisora dos instrumentos feitos pelos Parlamentares das leis que são produzidas na Câmara.

Amazônia

Durante o pronunciamento hoje, Paulo Rocha ainda criticou a declaração do presidente Jair Bolsonaro, na qual acusa os pequenos produtores e as organizações não governamentais (ONGs) de serem os responsáveis pelos incêndios na Amazônia Legal.

Para o parlamentar, é preciso que a bancada federal da Amazônia Legal se una para defender um modelo de desenvolvimento que preserve as riquezas naturais da região e as áreas de proteção existentes.

“Não dá para respeitar um presidente que fala grosso com os franceses, mas fala fino com os americanos, tentando entregar as nossas riquezas para os americanos”, afirmou.