Ciência e Tecnologia

Centro é instrumento para desenvolver a região do Salgado

Centro inaugurado em Terra Alta vai permitir à Embrapa contribuir na produção da agricultura familiar na região do território da Bacia do Rio Marapanim
Foto: Ascom

Mais um instrumento a serviço da pesquisa na área da pequena produção agrícola. O Centro de Referência em Tecnologias Agropecuárias e Florestais Sustentáveis Eurico Pinheiro, inaugurado na sexta-feira (6), em Terra Alta, nordeste do Pará, vai permitir que a Embrapa Amazônia Oriental possa identificar, acompanhar e contribuir com o incremento tecnológico na produção da agricultura familiar na região do território da Bacia do Rio Marapanim, que inclui 12 municípios da microrregião do Salgado.

O empreendimento faz parte de um pacote de ações que comporta também o micro Zoneamento Econômico e Ecológico (ZEE) da área, bem como a recuperação de nascentes de rios e igarapés, a fim de preservar e assegurar um dos mais preciosos recursos naturais: a água. Por iniciativa dos integrantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Marapanim (CBHRM) aloquei recursos do Tesouro Nacional, através de emenda parlamentar, no valor superior a R$ 800 mil, a fim de garantir o levantamento das vocações existentes, assim como também apontar arranjos produtivos que permitem o tão sonhado desenvolvimento local sustentável.

Estou convencido que o que possibilita uma mudança qualitativa é a inclusão dos pequenos produtores no processo de desenvolvimento, a partir das bacias hidrográficas. As experiências já demonstraram que os grandes projetos (mineração, hidrelétricas, pecuária extensiva, extração madeireira) não foram capazes de proporcionar melhorias de condições de vida e aumento da renda das famílias de agricultores, pescadores e extrativistas do Pará e da Amazônia.

Por isso mesmo eu festejo o envolvimento da Embrapa nesta articulação, que deverá se ampliar por conta da formação de um Fórum de Desenvolvimento da Região do Salgado, que incluindo outros atores como prefeituras, associações de produtores, cooperativas, colônias de pescadores, universidades como UFPA, UFRA e IFPA, sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), e o envolvimento de outros órgãos estaduais como IdeflorBio, Emater e Adepará.

Parabenizo também aos integrantes do Comitê da Bacia do Marapanim; aos familiares do mestre Eurico Pinheiro, cujo nome marca a nova etapa da pesquisa agropecuária na região do nordeste paraense. Ontem, após o descerramento da placa de inauguração do Centro, os convidados conheceram um SAF (Sistema Agroflorestal), implantado a poucos meses atrás, para avaliar o comportamento de espécies frutíferas e culturas de ciclo curto, que apontam para a diversidade produtiva, própria da cultura da agricultura familiar regional.